A importância das nutricionistas na rede pública de ensino

Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com uma nutricionista de Urussanga que também atua na rede de ensino, oportunidade em que recebemos informações valiosas. A primeira delas é que a oferta de um cardápio balanceado traz resultados extremamente positivos para a saúde em geral do estudante. Num passado distante, as escolas tinham permissão para vender guloseimas e refrigerantes, o que prejudicava a preferência pelo lanche ofertado pela instituição e, consequentemente, uma melhor alimentação.

Com o fim dessas lanchonetes nas escolas, o que se vê (ou o que se deveria ver) é uma alimentação diferenciada para todos os dias da semana, contando com um cardápio nutritivo e, ao mesmo tempo, incentivando os estudantes a preferirem alimentos saudáveis.

Até os anos 90, era praticamente impossível encontrar nutricionistas dentro das redes estaduais e municipais de ensino, cabendo às merendeiras fazer a escolha do cardápio semanal, com o apoio ou concordância da direção escolar. Funcionava? Certamente sim, mas com a chegada das nutricionistas — seja por força de lei ou por recomendações que envolvem entidades de saúde, Ministério Público e até mesmo a opinião pública —, houve um grande progresso na oferta de uma alimentação balanceada.

Via de regra, todo município deve ter, no mínimo, uma nutricionista. Além de elaborarem o cardápio a ser ofertado nas escolas, elas auxiliam na fiscalização da entrega e na qualidade dos alimentos, que, em muitos municípios, chegam a uma Central de Recebimento e dali são encaminhados para as unidades escolares.

Além disso, as escolas informam quais estudantes possuem restrições alimentares para que, no momento da oferta do lanche, o menu esteja de acordo com a orientação recebida pela gestão escolar por parte dos pais ou do médico responsável, garantindo que esses alunos aproveitem ao máximo o horário de estudo.

Com uma alimentação saudável, os indicadores de aproveitamento escolar são impactados indiretamente, uma vez que o consumo correto de alimentos permite um maior aporte de vitaminas e minerais, que auxiliam inclusive na saúde mental e no raciocínio. Uma combinação poderosa, que não apenas ajuda os estudantes na vida escolar, mas também em suas vidas profissional e pessoal — tudo isso como resultado da alimentação oferecida diariamente nas unidades de ensino.