A tecnologia e o ensino

É impensável o professor, nos dias de hoje, trabalhar unicamente com livros didáticos e impressos, limitando-se a projeções em datashow ou TV para a explicação das matérias lecionadas. Grande parte dos estudantes possui acesso ao celular e, desconsiderando o vício em telas, entregar a informação diretamente no dispositivo móvel parece ser a opção mais prática na atualidade.

Em Santa Catarina, desde o período da COVID-19, o consórcio CIGA, em conjunto com a FECAM, viabilizou uma licença do Google Workspace para as escolas municipais, a fim de que utilizem de forma plena aplicativos como o Google Classroom, o que facilita a organização dos materiais e permite o estudo por meio de qualquer dispositivo.

Porém, grande parte das escolas municipais ainda não conseguiu transpor com sucesso a barreira da entrega de materiais exclusivamente no meio online. Na alfabetização, é natural o contato físico com o lápis, com o desenho das letras e com a união das palavras para a criação de frases simples — uma etapa obviamente crucial no desenvolvimento educacional do indivíduo.

Mas, a partir daí e sob a supervisão dos pais, é possível inserir gradativamente o estudante na rotina do uso tecnológico — seja para assistir a vídeos educativos ou para utilizar aplicativos educacionais voltados ao exercício do raciocínio e à aquisição de novos conhecimentos, cenários nos quais a tecnologia se mostra extremamente vantajosa.

A inserção em plataformas comprovadamente seguras e eficientes para a educação dos jovens deve ser incentivada a todo momento. Em um cenário ideal, todas as escolas deveriam contar com um laboratório de informática. Afinal, não basta dominar o celular: é preciso dominar as ferramentas para computador que serão utilizadas diariamente no mercado, além de introduzir, de forma suave, o estudo da lógica de algoritmos nas aulas de matemática. Com exercícios lúdicos, o estudante compreende que a máquina apenas replica o nosso raciocínio por meio de uma linguagem de programação.

Afinal, a educação é uma constante evolução — inclusive dentro da vida digital.