É preciso reinventar a educação
Os alunos e professores vivem em um eterno mundo de insatisfação, onde o ensino em si, eventualmente, é visto com um excesso de formalismo (e inutilidade) em um cenário cada vez mais dinâmico. No momento em que saem da vida escolar, os estudantes são exigidos de forma intensa pelo mercado, em um mundo cada vez mais competitivo e tecnológico.
Hoje, os estudantes não sabem responder de forma rápida (e sincera) se todos os conhecimentos adquiridos na escola terão alguma utilidade futura. É primordial repensar e reinventar a educação para que ela seja mais inclusiva e alinhada ao que o mercado de trabalho e a sociedade clamam, pois há outros modelos de ensino em determinadas áreas infinitamente melhores que o nosso. Basta olhar para a Índia, por exemplo, que em uma geração mudou radical e rapidamente a sua educação, focando em áreas exatas e formando desenvolvedores de soluções tecnológicas — abrangendo desde a engenharia e a computação até a indústria aeroespacial, além de abrir caminho em outros campos, como a medicina e a própria pedagogia.
Ou a educação europeia, onde o estudante é melhor observado, e onde a comunidade escolar e os pais conseguem captar melhor as individualidades e potencializar as expertises de cada um, para que o estudo seja uma fonte de alegria e de grande valia no futuro profissional.
O Brasil tem ótimos profissionais capacitados para repensar de forma positiva e preparar definitivamente o país para o século XXI, mesmo com um atraso de 26 anos. É preciso ir adiante e diminuir as diferenças gritantes entre os extremos encontrados pelos indicadores do IDEB, do SAEB e pelas taxas de aprovação.
Nada disso é impossível; mesmo que este desafio leve um bom tempo, ele é realizável. E, principalmente, trata-se de uma necessidade para a qual o povo brasileiro precisa de uma solução efetiva. O Brasil do futuro passa, obrigatoriamente, pela educação.
