Escolas militares são uma boa opção?

Nas últimas semanas, a discussão em torno da efetividade das escolas militares, principalmente em relação ao aumento dos indicadores do Ideb, tomou conta das redes sociais. Isso ocorreu pelo fato de que parte dos internautas acreditava que, possivelmente, as escolas militares não trariam excelência ao ensino e, muito menos, o aumento das notas do Ideb.

Como gostamos muito de estatísticas, vamos aos fatos:

  • Nas escolas militares predomina a disciplina, logo os professores e estudantes conseguem ter um foco maior no aprendizado;
  • Os estudantes possuem uma carga horária maior de ensino, inclusive com tarefas;
  • Dentro das escolas militares é valorizada a constância, conquistada quase sempre com a disciplina e o ensinamento de que a organização (da rotina de atividades, tempo de estudo e outros fatores) influencia na formação;
  • Em algumas unidades, o ensino pode ser integral.

Porém, para que o ambiente seja sadio dentro de uma unidade escolar, o importante é que a escola militar apenas repasse os princípios organizacionais da disciplina, do respeito e da motivação, colocando em primeiro lugar a harmonia entre estudantes, professores e a gestão.

Da mesma forma que uma escola particular, por ter um currículo mais aprimorado, consegue ter estudantes com maior média escolar, o mesmo ocorre com alunos de escolas militares. É a solução perfeita? Não, mas para parte dos pais e professores que vive em regiões onde reinam o desrespeito dos estudantes, a desmotivação dos docentes e a falta de infraestrutura, essa foi a melhor solução apresentada — a de que aquela comunidade necessitava de uma unidade desse tipo.

A solução ideal é que a escola seja democrática, sem influência de profissionais militares em sua organização e planejamento, e que, ao mesmo tempo, os estudantes respeitem os professores, com docentes motivados e uma estrutura condizente com boas condições de ensino.